O ASSASSINO NAS GARRAS DA POLICIA QUE O DETEVE EM FLAGRANTE NA DATA DE HOJE, DEPOIS DE INCESSANTE PROCURA E PERSEGUIÇÃO AO CRIMINOSO. FOTO BASE: ALCYR NETTO, DO MARILIA NOTICIA

O ASSASSINO→ LEANDRO IDALINO DOS SANTOS, 48
A VITIMA DO FEMINICIDIO → MARIA RITA BENTO DOS SANTOS, 17
A VITIMA DA TENTATIVA DE FEMINICIDIO – PRISCILA AUGUSTO PEREIRA, 47
Marília volta a figurar nas páginas policiais com um crime que transborda covardia e escancara a fragilidade da proteção às mulheres e seus familiares. No último episódio de violência extrema, um homem foi preso no bairro Fragata após um ataque frenético que resultou na morte de uma adolescente e no esfaqueamento de sua ex-companheira. O fato não é apenas um “caso isolado”; é o ápice de uma cultura de posse e violência que o Poder Público mariliense teima em enfrentar com a devida urgência.
O Fato: Uma Cena de Horror
o assassino tentou matar a ex-companheira a facadas e fugiu não conseguindo seu intento de tirar a vida dela, mas, a deixou bastante ferida. Posteriormente, se dirigiu ao apartamento onde estava sua atual companheira, uma adolescente que jamais poderia estar sob a tutela do psicopata e a matou de forma brutal, sendo recolhidos no local uma faca e um martelo, provavelmente utilizados para o macabro crime. Hoje, a polícia localizou o meliante e o prendeu em flagrante.
- A Prisão: Após o ataque, o acusado fugiu, mas foi localizado por equipes policiais na região do Fragata, onde a prisão foi efetuada.
- O Estado das Vítimas: Enquanto a jovem teve sua vida precocemente interrompida, a ex-companheira luta pela sobrevivência, carregando não apenas as marcas físicas, mas o luto eterno de uma perda familiar irreparável.
A Crítica: Onde Falhamos como Sociedade?
Este crime carrega todas as qualificadoras de um feminicídio e tentativa de feminicídio, mas a análise técnica não pode mascarar a falência social. É inadmissível que, em 2026, Marília ainda não possua uma rede de proteção que antecipe esses ataques.
- A Eficácia das Medidas Protetivas: De que valem as decisões judiciais se o agressor consegue chegar à porta da vítima com uma arma branca?
- O Silêncio Institucional: A omissão da Prefeitura e da Câmara Municipal em criar centros de acolhimento e monitoramento real de agressores faz de Marília um terreno fértil para a impunidade.
O Ódio que Mata o Futuro
Ao matar uma adolescente, o agressor não apenas atacou sua ex-companheira; ele atacou o futuro. O uso da violência como instrumento de controle é um sintoma de uma sociedade doente, onde o homem se sente “dono” da vida alheia. A lei, endurecida pelo governo federal, prevê penas severas, mas a punição só ocorre após o sangue derramado.
Chega de Notas de Pesar
O Portal GPN reitera que o caso do Fragata deve ser o estopim para uma mobilização popular. Não queremos mais ler sobre prisões após mortes; queremos políticas públicas que impeçam o primeiro golpe. Marília não pode ser conhecida como a cidade onde as mulheres e seus filhos vivem sob o medo constante.
A justiça precisa ser rápida, mas a prevenção precisa ser a prioridade. À família das vítimas, nossa solidariedade; aos governantes, nossa cobrança implacável.


